sexta-feira, 5 de julho de 2013

Tratamento desigual para os desiguais e os boxes da Ceasa do Rio Vermelho

Tratamento desigual para os desiguais e os boxes da Ceasa do Rio Vermelho


Tratar os desiguais de maneira desigual é a lógica de certos dirigentes baianos. Esta expressão tão politicamente correta é usada na Bahia em sentido invertido. Se não vejamos: o governo do estado está exigindo dos comerciantes da Ceasa do Rio Vermelho um valor que muitos alegam terem dificuldades de pagar. Diz uma autoridade que a importância será para cobrir o custo dos mobiliários e equipamentos que lhes ajudarão a “ganhar muito dinheiro”, diz a tal autoridade. Ela acrescenta que existem muitos interessados, que podem pagar o dobro. É pegar ou largar, não tem conversa, conclui-se. Este não é o mesmo diálogo com Hospital Espanhol, surpreso com a enorme dívida acumulada, que o governo se apressou a intermediar com agentes financeiros. Nem o mesmo diálogo com os comerciantes da baixa do sapateiro que terão as fachadas de seus imóveis reformados pelo estado. Muito menos ainda com alguns grandes interesse do Santo Antonio que serão bem servidos com o aterramento da fiação que o governo vai financiar no bairro. Como vemos os desiguais são tratados de maneira desigual, mas o grande com benevolência e os outros com malvadeza.

Este tipo de tratamento é tradicional pelos representantes das elites culturais. Todas as vezes que o estado faz algum tipo de melhoramento, recuperação embelezamento etc. bairros, ruas, praças etc. estes espaços são entregues aos “250 interessados”. Estes, com certeza guardam algum tipo de identidade com as autoridades que lhes vão servir.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A PUNIÇÃO DA EFICIÊNCIA




A imprensa conservadora, que desde sua mas tenra idade, tem defendida uma cidade de Salvador asséptica, isto é sem aqueles que pelas ruas, em suas residências e nos mercados populares lutam, com eficiência, para sobreviver; dá o sinal para uma das primorosas invenções (na verdade cópia de outras capitais) da atual gestão municipal atuar. Com efeito, o jornal A Tarde destaca o que ele chama de “venda ilegal de alimentos”, como tarefa da Secretaria de Ordem Publica.

Na verdade, os empresários individuais são mais competentes que muitos restaurentes e supermercado e, por isso, podem oferecer alimentos mais baratos.

A prefeitura deveria garantir a liberdade de quem quer empreender, facilitando o acesso, principalmente ao crédito.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Deu no Atarde : Assembleia elege pela terceira vez o mesmo presidente: triste elite

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

BOLSAS PARA COTISTAS DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS

 O Ministro da Educação anunciou que o governo federal concederá bolsa de 400 reais ao alunos cotistas das universidades federais. Esta medida deve receber o apoio de todos aqueles que lutam por melhoria na educação do país, pois ela dará condição aos alunos carentes de melhor aproveitar seus estudos. A conquista da nacionalização das politicas de discriminação positiva aprovada recentemente pelo congresso nacional, deve ser acompanhada de outras medidas. Saldamos esta com a primeira delas.

Este auxilio deveria ser estendidos aos cotistas das universidades estaduais. Embora sejam os estados responsáveis por suas universidades públicas, sabemos que estes estão com dificuldades de recursos, principalmente em função das desonerações determinadas pela politica econômica. Sabemos que os programas de bolsa beneficiam mais os alunos das federais, uma vez que algumas exigências são melhores atendidas por estas instituições.

A concessão de bolsas apenas aos alunos das federais deverá aumentar as desigualdades entre os estados, pois sabemos que algumas regiões  concentram um grande número de instituições federais outros foram relegadas ao segundo plano.  Assim, é fundamental que esta medida seja adotada, pelo governo federal paras os cotistas das universidades estaduais.

Nilo Rosa

domingo, 16 de dezembro de 2012

Secretariado de Neto: a montanha pariu um rato


Neto, como não podia ser diferente, privilegiou seus correligionários da elite cultural. Um secretariado repleto de “empresários” de competência duvidosa e políticos idem. Durante a campanha, uma negra apresentava os programas, no secretariado, apenas uma negra. De reconhecida competência na gestão da Uneb, ela ficaria muito bem na pasta da educação, mas este não é seu lugar de poder, como deve ter imaginado quem a indicou. Seu lugar de poder é na "reparação" (de que), sem dinheiro e sem poder. 

Na prefeituras-bairro, única novidade de campanha, um político inexpressivo, apenas “fidalgo”... Os bairros precisam de autonomia administrativa e politica, de forma a deslanchar suas atividades econômicas. Mas com certeza, estas continuaram sendo concentradas nos bairros onde Neto foi campeão de votos. E onde reside seus secretários dignos representantes da elite cultural. 

O mais engraçado foi juntar desenvolvimento, turismo e cultura. É evidente que cultura será tratada como espetáculo para turista se deleitar, dando seguimento a ideia de um importante politico em viagem no exterior. Cultura deve ser uma pasta independente. Vamos acompanhar para nos divertimos com as atividades culturais do jovem empresário de "espetáculos".

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

É o mercado interno "estúpido"

Vamos tentar apresentar algumas ideias para tirar a economia da quase surpreendente recessão. Nas eleições americanas de 1992, a palavra de ordem dos democratas era “ É a economia estupido”. Esta frase servia para alertar o eleitorado que a saída para a crise daquele momento estava na economia. Isto é, em uma política que privilegiasse o crescimento econômico. Apos a vitória dos democratas, Clinton dirigiu o país, restaurando a confiança na economia americana. A principal tarefa dos democratas foi fortalecer o mercado interno. Hoje ele representa em torno de dois terço do PIB. Talvez a mesma expressão deveria ser usada no Brasil. No momento em que nosso PIB corre o risco de ficar abaixo de 1%, a todos ocorrer a pergunta: porque um país com o potencial do Brasil não consegue deslanchar. Os intelectuais da elite conservadores repetem as mesmas cantilenas: é a carga tributária ou é a falta de infraestrutura. Este discurso chega até os ouvidos das autoridades políticas. Que transformam esta ladainha em politicas econômicas com corte de impostos para incentivar alguns setores ou vultosos investimentos em infraestrutura de algumas regiões politicamente estratégicas, “corte” de salários dos servidores públicos para diminuir o peso do estado na economia. Esta política vem sendo adotada nos últimos anos com o resultados que estamos vendo. Mas em nosso caso a frase deveria ser adaptada para : é o mercado interno ... ! O caminho é incentivo as pequenas, micros e aos empresários da periferia. Em lugar de corte de imposto para incentivar setores ineficientes, deveria ser cobrado imposto dos ricos (ISGF). Os recursos arrecadas deveria servir para complementar as políticas publicas de distribuição de renda (bolsa família etc.). Portanto, deveríamos nos concentrar no mercado interno, alavancado os setores historicamente marginalizados que são majoritários no mercado interno.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Os negros estão bem na fita, assistam os programas eleitorais

Os negros são felizes. Estão bem representados na televisão. O problema é que esta representação só se verifica no carnaval e, neste momento, nas propagadas eleitorais. Sejam fazendo gaiatice, seja fazendo sérias apresentações. Isto é facilmente observável em todas as coligações que tem dinheiro para pagar a estes profissionais. O problema começa quando este período chega ao fim. Apos eleitos, muitos dirigentes até importam executivos de outros estados. É evidente que estas importações de pessoas de outros estados, muitas com nomes de difícil pronuncia, são baseadas no mérito. Mas isto não significa que aqueles que não foram escolhidos não sejam competente. São, mas ... Por isso, parabenizamos estas coligações que são capazes de identificar as competências nos momentos precisos. No momento eleitoral, selecionam aqueles que se identificam com o povo, do qual eles necessitam de voto. No momento da administração selecionam aqueles que serão competente na reprodução da elite cultural na qual estão inseridos.