quinta-feira, 31 de outubro de 2019

A Intelectuais Reformista e o Pensamento Conservador


A Intelectuais Reformista e o Pensamento Conservador



Os intelectuais da elite cultural reformistas pouco contribuiram para uma compreensao da sociedade em que se levasse em consideracao o racismo das elites culturais. As leituras que faziam do Brasil contribuiram para a manutenção de sua dominação, apesar de esterem proximos aos excluidos

Alguns intelectuais desenvolveram teorias para justificar o isolamento dos afrodescendentes das atividades econômicas da produção de café no final da escravidão e, posteriormente, na incipiente indústria. Estas teorias estão geralmene baseadas no pensamento científico do final do século XIX. Essa visão, sem uma análise sociológica mais profunda, pretende culpar os afrodescendentes pelos atrasos na sociedade brasileira, que hoje devem ser atribuídos à responsabilidade das elites culturais dessa sociedade. Alguns chegam a afirma que os ex-escravos prefereriam comprar a ociosidade. E, pasmem, diziam que "o reduzido desenvolvimento mental da população submetida à escravidão provocará a segregação racial desta após a abolição, retardando sua assimiliacao e entorpecendo o desenvolvimento econômico do país". Assim, transformavam as vítimas de discriminação em seus próprios algozes.

Estas e outras leituras semelhante contribuiram para a distorção do papel do negro na sociedade brasileira.


domingo, 27 de outubro de 2019

Racismo Ambiental

Racismo Ambiental

O Ministro do Meio Ambiente demonstra toda sua capacidade de provocar a sociedade mundial. Suas posições sobre os incêndios florestais foram fazias de sentido. As crises dentro de sua pasta não lhe dizem nada. Em resumo, é um ministro vazio de ideais e de proposta de gestão. 

Entretanto, sua capacidade de ideologizar questões que devem ser tratadas de forma técnica impressiona. Suas recentes declarações a respeito do crime ecológico praticado no literal nordestino é uma prova cabal deste papel nefasto. As regiões afetadas cobrem nove estados do Nordeste, atingindo praias, manguezais, restingas e muitos outros ambientes protegidos ainda não detectados. A quantidade de óleo recolhido nas praias nordestina é imensa. Tudo isto, evidencia as implicações técnicas deste crime.

Os prejuízos causados por este crime contra a natureza e as pessoas são incalculáveis. A flora atingida ficará marcada por um longo prazo. A fauna sobrevivente sofrerá os efeitos da poluição em seus organismos, transmitidos aos seres humanos quando consumidas. A fauna assassinada será um número incontável.

Os trabalhadores que tiram seu sustento das atividades próximas aos ambientes atingidos terão prejuízos incalculáveis. Pescadores, marisqueiros e muitos outros serão diretamente e imediatamente atingidos. Também serão atingidos os comerciantes, principalmente barraqueiros que vendem nas praias das regiões atingidas. Estes trabalhadores são majoritariamente afro-brasileiros. Quem os indenizará?

É Evidente que quem deveria indenizá-los são ocupados. Mas estes não serão encontrados dado o descompromisso das autoridades e sua intenção de ideologizar o crime ambiental. Portanto, cabe a sociedade reparar os prejudicados.  

Por tudo dito, não vamos encontrar os criminosos que contaminaram o litoral nordestina. Mas devemos encontrar aqueles que deviam agir para não ampliação do desastre e por algum motivo não o fizeram.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Trabalho, Tradições Culturais e Crescimento

Trabalho, Tradições Culturais e Crescimento


O Brasil jamais terá um crescimento sustentável a longo prazo. Podemos ter alguns curtos períodos de crescimento, mas este será seguindo, obrigatoriamente de longos períodos fraquíssimo crescimento ou longas recessões. Não existe crescimento sustentável sem a inclusão focada da maioria da população. A abertura interna é tão importante quanto a externa
Sem a livre circulação dos fatores de produção, não existe possibilidade de crescimento econômico e muito menos de desenvolvimento. Terra, capital e trabalho são os elementos essenciais do processo de produção de riqueza. Os dois primeiros são quase monopólio da elite cultural conservadora, mas prisioneiros de suas tradições culturais. Os jagunços nas fazendas, sejam elas no campo ou no ministério, garantem a propriedade e os elevados juros, impedindo, portanto o regular acesso.
O trabalho, é democraticamente distribuído. Este circula livremente, assim, o capitalista dos grandes conglomerados financeiros, os juízes de nossas instâncias superiores e o vendedor de amendoim nos engarrafamentos, todos são divinamente agraciados, embora os últimos ganham com o suor de seus rostos, parafraseando o Criador. A economia informal está aí para demonstrar esta democracia. Do agiota, banqueiro informal, as milícias, justiça informal, ao distribuidor de alimento, comerciante informal; todos exercem competentemente seus “métiers”. Portanto, o mercado acolhe todos, sem que tenham iguais direitos.
A discriminação restringe a circulação da maioria. Assim, o banqueiro informal jamais receberá uma carta patente do Banco Central. Da mesma forma, a justiça informal não terá seus operadores com registro na Ordem. Por fim, o comerciante informal não obterá crédito em nenhuma instituição financeira. Será redundante informar que todos estes agentes pertencentes ao fator econômico trabalho são majoritariamente afro-brasileiro. Por isso, a produtividade não contribuirá com a produção de riqueza.
Este é o nosso problema, qual seja libertar a terra e o capital dos preconceitos inerentes a seus proprietários. Isto só será possível com o foco voltado para as políticas reparatórias em direção á maioria da população brasileira sem livre acesso a todas as atividades econômicas. 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

A Elite Cultual Reformista e as Universidades Estaduais Baianas



A destruição das universidades estaduais é uma ação premeditada das elites culturais baianas. Recursos limitados para custeio, investimentos raros e conquistados a duras penas, falta de empenho dos políticos para buscar verbas nacionais para pesquisa e extensão fazem parte do cotidiano dessas instituições; desde o início de suas criações. A maioria das unidades foram instaladas em razão de barganhas políticas de velhos caudilhos. Portanto, não é fato novo o descaso das elites cultural por este imenso patrimônio intelectual construído basicamente pelos alunos, professores funcionários e as comunidades.

Com efeito, o tema de ciência e tecnologia sempre constou nos programas eleitorais das elites culturais conservadoras. Encontra-se facilmente alusões précisas a uma universidade democrática, autônoma e, atualmente, socialmente referenciada. Muitos intelectuais da elite cultural reformista que empolgam a cúpula da Educação estiveram a frente da elaboração de avançados programas eleitorais de ciência e tecnologia, aí incluindo as universidades.

A grande novidade é que esta tarefa está sendo conduzida, há mais de uma década, pela parte reformista destas elites. Uma possível explicação para este fato pode ser encontrada na forma como a elite cultural reformista chegou ao poder no estado. A eleição da primeira gestão desta elite, em 2006, foi o que chamo de acidente político. Isto é, não chegaram em razão de um projeto mudancista, como foi o caso dos vitoriosos de 1986. Não chegaram em função do convencimento de parcelas dos segmentos hegemônicos, o que seria natural na luta política.

A eleição de 2006 consolidou o poder político de LULA em todo o Brasil e, principalmente no Nordeste, por isso, votar em LULA 13, para presidente e no outro 13, para governador era praticamente automático. Com isso, caiu o caudilho velho, mas o sistema que ele criou foi mantido.Este sistema consiste numa íntima e promíscua aliança entre as lideranças do interior, principalmente prefeitos, ex-prefeitos e seus familiares que se sucedem secularmente. Deste sistema,se apropriou os velhos sindicalistas.

Este sistema propicia total independência dos velhos sindicalistas, agora novos caudilhos, dos segmentos que defendem mudanças, seus antigos aliados. E, por via de consequência, possibilita a aproximação dos velhos sindicalistas com velhas elites culturais conservadoras. Estas últimas nunca quiseram universidades com pesquisa, ensino e extensão. Desejam apenas escolões de produção de mão de obra minimamente especializada, uma vez que seus pimpolhos estudam na federal ou nos “centros acadêmicos sulinos”.

As universidades estaduais baianas tem algumas peculiaridades encontradas em poucas outras no Brasil. Quais sejam, um elevado número de professores e pesquisadores negros e um percentual significante de estudantes idem. Esta é a principal preocupação das elites culturais conservadoras. Destruir qualquer possibilidade de avanço foi o primeiro recado dado para os novos moradores de Ondina. Portanto, o projeto é impedi-la de produzir intelectuais negros. Assim, transformá-las em escolões de terceiro grau é o objetivo no fim de linha.

Logo, só a luta pode reverter esta situação, e a greve política é o principal instrumento dessa luta.

sábado, 6 de outubro de 2018

O Debate que não houve.

O Debate que não houve.

É importante saudar a ADUFS e os demais organizadores do evento pela iniciativa de construir evento tão importante.  Gostaria de ter participar, mas a coligação que participo optou por indicar um candidato da cidade, como foi previamente acertado. Teria sido um importante momento para apresentar minhas propostas para discussão no campo da Ciência, Tecnologia e Inovação.

As universidades estaduais da Bahia estão sofrendo um longo processo de degradação. Os professores precisam se manifestar, neste momento em que se prepara um projeto de corte de direitos sociais, com aumento da violência física e a injustiça em nosso país. Nós, professores das UEBA, somos capazes de construir universidades produtivas na produção de conhecimento e socialmente referenciadas na luta por um desenvolvimento e contra todas desigualdades.

No entanto, não existe vontade política manifestada pelos atuais gestores para a construção desta autônoma e com estas referências. Esta vontade só será construída com a mobilização do conjunto dos interessados. Assim, somente com mobilizações e independência política dos segmentos diretamente interessados, qual sejam professores, funcionários e estudantes será possível uma mudança na postura destes impostores.

O debate foi metodologicamente bem organizado. As questões da Comissão Organizadora foram centradas em temas de interesse das comunidades universitárias. As respostas dos candidatos repetiram as demandas destas comunidades duramente atacadas pelo governo. Faltou, entretanto, propostas novas, como por exemplo a criação de uma secretaria para cuidar da pesquisa e ensino superior. Este modelo já existe em alguns estados e alguns países. Precisamos avaliar e discutir.

Por falta de informação dos candidatos não foi discutido a concentração de recursos federais no sul do país, prejudicando principalmente as universidades baianas. Defendemos a desconcentração de forma a reparar o Nordeste na distribuição destes recursos federais. Neste momento, existem recursos federais desperdiçados em universidades regionais que, apesar de receber majoritariamente recursos são incapazes de produzir ciência. Por isso,  estamos propondo debater a descentralização destes recursos para os estados.

Nas questões colocadas pelo público faltou alguma colocação sobre o papel das cotas como o único instrumento revolucionário na sociedade brasileira. Vivemos uma guerra entre uma cultura hegemônica que sufoca sem solução e outra que quer crescer, mas que é aniquilada, como tantas culturas o foram pelo pensamento hegemônico eurocêntrico.

Portanto, neste momento eleitoral é importante que isto seja denunciado e que a sociedade se engaje nesta luta.


Aos Nossos Craques Com Carinho

Aos Nossos Craques Com Carinhos

O “time” vai ganhar e continuaremos morrendo. O "time" será eleito e nós Negros continuaremos morrendo na marca do pênalti.

Não basta apenas acusar nosso “La Ele” de genocida. É preciso se posicionar em relação a seus cúmplices, aqueles que são do “Time” que “nosso La Ele” escolheu para eleger. Estes se calam porque senão, não recebem dinheiro do fundo partidário, não aparecem na televisão. Em fim, não se elegendo, nao terão condição de construir seus aparelhos no estado institucionalmente racista para tocar seu projetos individuais ou de seus grupelhos nos partidos.

Como disse o Professor Hélio Santos em seu vídeo: “somos os principais perdedores”. Nossos candidatos devem explicitar suas posições neste momento. Ele afirma ainda: somos a maioria no desemprego por desalento. Eu afirmo: somos a maioria nas mortes violentas. A Bahia é a campeã de assassinatos de negros, logo percebe-se que o “goleador de Cabula” é um bom condutor de seu “time”. Como diríamos num bom francês: “on est Champion”.

E aqueles que estão votando, pedindo voto  e fazendo campanha para nossos craques precisam estar atentos a esta realidade.

Estamos numa guerra parafraseando o “velho compositor baiano”: “guerra diferente das tradicionais”( guerras civis, acréscimo meu). Esta é a única explicação para o “Lá Ele” deles e o “Lá Ele” nosso ter tão elevado índice de preferência.


Portanto, é preciso uma mudança de postura política de nossos craques para que possamos avançar na luta contra o extermínio do povo negro.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Por uma Secretaria da Receita Federal do Brasil atuante.


Por uma Secretaria da Receita Federal do Brasil atuante.

            Uma Secretaria da Receita Federal tecnologicamente moderna, com profissionais valorizados com um sistema de informação conectados com os órgãos de controle federais pode fazer a diferença.
A eleição no Sindicato dos Auditores Fiscais da Secretaria da Receita Federal do Brasil pode ser um marco na retomada da luta por uma sociedade mais justa. Atualmente dirigido por auxiliares da Administração Superior da Secretaria da Receita Federal do Brasil. Com um sindicato autônomo, podemos lutar por uma SRFB republicana.
Hoje a SRF é apenas um instrumento de arrecadação, sem preocupação a justiça fiscal, sem espaço nas deliberações das políticas tributarias.
Hoje a instituição dedica-se a cruzar informações dos contribuintes. Estas informações tem sua origem nos próprios contribuintes. Se estes omitem as informações, como verificado nos recentes escândalos de corrupção, o órgão fica de pés e meus atados. É fundamental, criar um sistema que cruze informações vindas dos próprios órgãos públicos.
A maioria dos servidores vivem em uma insegurança salarial, decorrente de uma forma de remuneração arcaica, atualmente sem segurança jurídica. Os seus ex-servidores aposentados recebem uma parte de sua remuneração em total desrespeito a constituição. A sociedade deve conhecer o magnífico trabalho destes profissionais, que estão a duras penas contribuindo para resolver as dificuldades de recurso da União.
É importante eleger parlamentares comprometidos com a construção de uma SRFB atuante, que tenham conhecimento técnico e respaldo social. Mas isto só será possível com a contribuição de todos mobilizando amigos e familiares, etc.
Portanto, faz-se necessário uma mobilização social para trazer esta importante instituição para o seu verdadeiro papel e a vitória da chapa 2 é um passo significativo para esta transformação.