terça-feira, 3 de julho de 2018

Não esta vendo que isto não tem sentido; ou qual é o seu sentido



BNB  e Vinci Airports assinam contrato de 516 mi. A empresa francesa entra com 284mi. É a sociedade financiando a reprodução do capital estrangeiro no Brasil.

O Nordeste tem milhões de empreendedores necessitando de capital. Os capitais nos mercados financeiros internacionais estão sobrando, com juros reduzidíssimos, mas um banco público presenteia uma multinacional. Esta multinacional tem todas as facilidades do mundo para capitar estes recursos, mas o país é sempre generoso com os estrangeiros. Por outro lado, os empreendedores brasileiros tem enormes dificuldades de conseguir capital para seus negócios. Para estes, a guia os amigos e parentes é a solução.

Este capital seria melhor empregado se financiasse as dezenas de milhares de atividades econômicas dos nordestinos que carecem de capital. Na verdade, estamos financiado a sociedade francesa, pois os valores remetidos como lucro irão irrigar os vinhedos da França.

Se os 30 bilhões que este banco publico vai liberar se dirigisse para os empreendedores locais, muitos de nossos problemas estariam resolvidos. Mas isto não é possível porque nossos empreendedores nao guardam identidade como os gestores públicos locais.


Por isso, temos que mudar esta lógica. Os capitais locais devem ser para financiar os empreendedores locais. Os empreendedores estrangeiros devem trazer seus capitais e receberem seus lucros.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

De Senadores e de Barões

De Senadores e de Barões

As manifestações dos parlamentares baianos a respeito da exclusão de Lidice da chapa majoritária foram lamentáveis. Mas o que mais chamou a atenção foi a manifestação de um deputado da base. Este afirmou que “as políticas para as minorias já contemplavam a preocupação dos atuais gestores com as minorias“. Surpreende que um deputado estadual não saiba que as mulheres nao são minorias na sociedade baiana. Mas compreende-se que no afã de justificar o projeto de poder do qual faz parte cometa-se este tipo de deslize.

Fazer parte de um grupo que tenha um projeto de poder não é um atitude condenável em si. Todos que estão na política  tem projeto de poder. O problema se coloca quando o projeto de poder toma decisões que vão de encontro aos movimentos que dão ou deram base aos lideres que conduzem este projeto de poder. Neste caso, os parlamentares porta-vozes destes lideres perdem o senso de equilíbrio e fazem comentários que revelam seus reais sentimentos.
                                                      

Efetivamente, a base social de sustentação dois atuais lideres do projeto de poder hegemônico na Bahia não está mais no movimento social, no movimento sindical, no movimento negro, dentre os muitos que contribuíram para levar ao poder os atuais gestores. Ela está no simbólico Coronel.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Os Santinhos de Pau Oco e a Punição no Capitalismo Racista: E. Odebrecht, W. Batista


Dois poderosos empresários se dizem vítimas de extorsão de políticos. Afirmam que foram obrigados a pagar propina para tocar os seus negócios salvadores do da Pátria.

Segundo Gary Becker no capitalismo, os empresários que optam por discriminação arcam com a punição perda de lucro. Isto porque  os fatores de produção devem ter livre circulação de tal forma que eles serão alocados para dar maior retorno possível ao capital. Em especial, o capital humano. Quando este é submetido a restrição de sua liberdade de circulação, por exemplo escolher trabalhador branco em detrimento de trabalhadores negros, as punições como: baixo retorno do capital, baixa produtividade e outras coisas baixas, tais como moral, ética, dentre muitas. A solução em nosso caso, é o recurso à corrupção para  garantir o retorno do capital.


Portanto, não cabe aos “nossos capitalistas” pousar de vítimas de extorsão pelos políticos. Na verdade, estão recebendo a devida punição pela prática racista que os caracteriza.

domingo, 1 de janeiro de 2017

A farsa das "delações" premiadas do doutor juiz

A farsa das "delações" premiadas do doutor juiz

O País assiste apreensivo o espetáculo das “delações” premiadas promovidas pela chamada operação “lava jato”. Esta decore, nada mais, nada menos, de uma ação orquestrada pelo país que “lavava mais branco” – a Suíça. Por isso, a operação lava jato só pode levar a uma outra farsa.

A farsa das "delações" premiadas do doutor juiz: onde fica o "caixa-dois". Todos sabem que para cada três Reais gastos em campanha eleitoral, dois vem do caixa-dois. Porque as delações não abordam o caixa-dois? Fala-se em cerca de duzentos políticos aliciados pelos diretores das empreiteiras sob tortura, vistos que estão presos, portanto sem opção: ou delatam ou continuam preso, sem liberdade o bem mais sagrado do ex-ocidente cristão. Os pobres inocentes alegam que as contribuições foram legais e que tiveram suas contas aprovadas pelos tribunais eleitorais.

E o “caixa-dois”.

Os “delatores” não entregam o “caixa-dois”, porque estariam confessando um crime muito mais grave que é o de sonegação fiscal, que seria de fácil comprovação se os órgãos de fiscalização não tivesse sido desvirtuados pelos seus “gestores”. Os recursos saem do Estado e vão para nas mãos dos “operadores eleitorais” dos políticos denunciados. Portanto os “delatores” sabem disso.

Por tudo isto, o país ficaria mais aliviado se acabássemos com esta farsa, desmontando o “caixa-dois”.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A marcha para o nazismo


A marcha para o nazismo. As restrições a liberdade são comemoradas, basta a justificar que podem prejudicar os poderosos investigadores.

As elites culturais assistem a restrições de liberdade, bem maior da modernidade ocidental com indiferença. As entidades da sociedade civil, antes defensoras dos direitos e garantias individuais, hoje se calam, quando não fazem coro, às arbitrariedades dos poderosos investigadores.

Onde chegaremos? Ninguém pode assegurar, mas a história está cheia de exemplos de movimentos que começam com o aplauso geral e terminam com selvageria, que depois todos se perguntam : como chegamos a isto. Vejam as atrocidades cometidas no recente século passado.

Sabemos, contudo, que aqueles que nunca ganharam sempre são os maiores perdedores com esta marcha.