domingo, 1 de janeiro de 2017

A farsa das "delações" premiadas do doutor juiz

A farsa das "delações" premiadas do doutor juiz

O País assiste apreensivo o espetáculo das “delações” premiadas promovidas pela chamada operação “lava jato”. Esta decore, nada mais, nada menos, de uma ação orquestrada pelo país que “lavava mais branco” – a Suíça. Por isso, a operação lava jato só pode levar a uma outra farsa.

A farsa das "delações" premiadas do doutor juiz: onde fica o "caixa-dois". Todos sabem que para cada três Reais gastos em campanha eleitoral, dois vem do caixa-dois. Porque as delações não abordam o caixa-dois? Fala-se em cerca de duzentos políticos aliciados pelos diretores das empreiteiras sob tortura, vistos que estão presos, portanto sem opção: ou delatam ou continuam preso, sem liberdade o bem mais sagrado do ex-ocidente cristão. Os pobres inocentes alegam que as contribuições foram legais e que tiveram suas contas aprovadas pelos tribunais eleitorais.

E o “caixa-dois”.

Os “delatores” não entregam o “caixa-dois”, porque estariam confessando um crime muito mais grave que é o de sonegação fiscal, que seria de fácil comprovação se os órgãos de fiscalização não tivesse sido desvirtuados pelos seus “gestores”. Os recursos saem do Estado e vão para nas mãos dos “operadores eleitorais” dos políticos denunciados. Portanto os “delatores” sabem disso.

Por tudo isto, o país ficaria mais aliviado se acabássemos com esta farsa, desmontando o “caixa-dois”.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A marcha para o nazismo


A marcha para o nazismo. As restrições a liberdade são comemoradas, basta a justificar que podem prejudicar os poderosos investigadores.

As elites culturais assistem a restrições de liberdade, bem maior da modernidade ocidental com indiferença. As entidades da sociedade civil, antes defensoras dos direitos e garantias individuais, hoje se calam, quando não fazem coro, às arbitrariedades dos poderosos investigadores.

Onde chegaremos? Ninguém pode assegurar, mas a história está cheia de exemplos de movimentos que começam com o aplauso geral e terminam com selvageria, que depois todos se perguntam : como chegamos a isto. Vejam as atrocidades cometidas no recente século passado.

Sabemos, contudo, que aqueles que nunca ganharam sempre são os maiores perdedores com esta marcha.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Morte da Política ou a PEC 241



As ditaduras são difíceis de serem definidas, pois elas tentam de imediato se caracterizar em regimes legítimos, mas suas características se evidenciam em seus atos. É o caso do ato ditatorial que foi a PEC 241. Mas sua primeira vítima é a política.
A quem serve a morte da política, leia-se PEC 241. A política é a “arte de pensar as mudanças e de criar as condições para torná-las efetivas”. Com esta afirmação de Milton Santos, podemos encontrar uma mista para este nada misterioso assassinato. A emenda constitucional proposta faz parte de um processo de crise criado para evitar as mudanças e as condições para torná-las efetivas que estão a caminho. Portanto, é preciso denunciar, processar e julgar estes criminosos dentro de um processo político que é imortal, posto que nasce do anseio da massa excluída.
Os suspeitos são os herdeiros dos que se opuseram ao fim simbólico da escravidão proposto pela rainha deles. Estes para continuar tocando seus interesses locais em detrimento de toda nação não tiveram dificuldades de apear a majestade deles, para criar uma república de fancaria, baseada na exclusão da maioria e na importação e inclusão de seus próximos. Por isso, os escravagistas prosperam, assim como seus próximos aliados. Entretanto, o resto da nação, principalmente o Nordeste afundou-se nas desigualdades extremas. 
Não tendo possibilidade de fazer política através do diálogo, das propostas e projetos, cabe aos criminosos promulgar leis, que não precisam passar pelo crivo dos cidadãos. Pois se assim o fossem não seriam aceitas e os assassinos não seriam eleitos, como alguns foram. O exercício do poder efetiva-se pela política, para os criminosos esta se exerce pela manifestação dos caras pintadas.
Os novos caras pintadas, agora de camisa amarela, parentes próximos dos velhos “Camisas Pretas”, em fim lograrão êxito em seus projetos de circularem livremente nos aeroportos, de terem ama-seca de seus herdeiros aos domingos. Com efeito, a classe média ameaçada de serem despossuída de alguns de seus privilegio mais visíveis reagiu rápido, através de seus meninos de seus acólitos no congresso.
Tornando rígida os instrumento de efetivação da política, os seus acólitos nas casas de apresentação agem como Pilatos, lavando as mãos para os danos á sociedade. Desta forma, poderão retornar com suas fontes inesgotáveis de recursos a propor novas e milagrosas soluções como foi o “Plano Real”.
Entretanto, faz-se mister mobilizar os excluídos e todos aqueles que lhes são solidários para esta cruzada contra o mal que vem do sul, principalmente do “Oeste”. Vamos, portanto ressuscitar a política para continuar a “arte de pensar mudanças”.







 

domingo, 23 de outubro de 2016

A escravidão e a PEC de merda


O Oeste milita pela continuidade de seus medíocres interesses.  Retornaremos a escravidão, acreditam eles. Assim como seus antepassados os senhores das elites culturais agiram rapidamente para derrubar a “rainha”. Tal como império, a república da elite cultural reformista também pagará alto preço. Portanto, corremos o risco de voltar à escravidão.

Os arautos das elites culturais proclamam no exterior, agora não mais na Inglaterra, mas em uma de suas ex-colônias: “Para adiante temos que atrair o investimento, que é o que vai gerar emprego, mais renda, receita governamental. A prioridade é o investimento”. Ciente de sua incapacidade de fazer política, este mensageiro do príncipe recorre a um discurso antigo para justificar o injustificável, qual seja a edição da PEC de merda.

O discurso em defesa da PEC de merda assemelha-se ao discurso da “privatização” – entre aspas porque melhor seria chamá-la de doações – das estatais nos anos 90. Assim disse o chanceler golpista, repito : “para adiante temos que atrair investimento”. No caso das “doações” estes não vieram o Estado se endividou, a sociedade perdeu e os gênios dos negócios enriqueceram ainda mais, vide o caso da “OI”.
                                
As empresas estatais eram apresentadas como verdadeiros paquidermes na publicidade estatal. Falava-se que o estado estava falido, por isso não tinha condição de fazer os investimentos necessários. Liquidou-se o patrimônio público, construído com os impostos dos cidadãos mais comuns. As tais estatais privatizadas acumulam ineficiências como é notório na telefonia ou causam desastres ceifando milhares de vida como é o caso da siderurgia, vide o caso da Vale.

Nos anos noventa, as responsáveis pelo atraso eram as empresas estatais, hoje são os servidores públicos e os programas sociais. Quem vai pagar a conta amanhã, são os cidadãos comuns, na maioria os afro-brasileiros. Neste período, o que permitiu o embuste foi a farsa do milagre do plano real. A miragem do fim da inflação legitimou o príncipe para a destruição do Estado.

A recomposição do Estado só foi possível em razão da luta política de parte da elite cultural reformista. Esta foi capaz de construir sua legitimidade através da aliança de segmentos sociais, da classe média desprezada e de nacionalistas arrependidos. Entretanto a construção das políticas sociais foi muito longe, desagradando muitos parceiros de ocasião. Por isso, a PEC de merda. Ela é uma arma usada para o assassinato da política. Os assassinos da precisam usá-la pois eles não tem legitimidade para fazer as políticas que o instrumento se propõe.


O fim da escravidão, a  busca do imigrante salvador, café e elite e os limites do fazer politico, estes são os paradigmas que balizam o momento social da sociedade brasileira.

A escravidão e a PEC de merda





O Oeste milita pela continuidade de seus interesses.  Retornaremos a escravidão, acreditam eles. Assim como seus antepassados os senhores das elites culturais agiram rapidamente para derrubar a “rainha”. Tal como império, a república da elite cultural reformista também pagará alto preço. Portanto, corremos o risco de voltar a escravidão.

Os arautos das elites culturais proclamam no exterior, agora não mais na Inglaterra, mas em uma de suas ex-colônias “Para adiante temos que atrair o investimento, que é o que vai gerar empego, mais renda, receita governamental. A prioridade é o investimento”. Ciente de sua incapacidade de fazer política, este mensageiro do príncipe recorre a um discurso antigo para justificar o injustificável, qual seja a edição da PEC de merda.

O discurso em defesa da PEC de merda se assemelha ao discurso da “privatização” – entre aspas porque melhora seria chamá-la de doações – as estatais nos anos 90. Assim disse o chanceler golpista : “para adiante temos que atrair investimento”. No caso das “doações” estes não vieram o Estado se individou, a sociedade perdeu e os gênios dos negócios enriqueceram ainda mais.
                                
As empresas estatais eram apresentadas como verdadeiros paquidermes na publicidade estatal. Falava-se que o estado estava falido, por isso não tinha condição de fazer os investimentos necessários. Liquidou-se o patrimônio publico construído com os impostos dos cidadãos mais comuns. As tais estatais criadas acumulam ineficiências como é notório na telefonia ou causam desastres ceifando milhares de vida como é o caso da siderurgia.

Nos anos noventa, as responsáveis pelo atraso eram as empresas estatais, hoje são os servidores públicos e, quem vai pagar a conta amanhã são os cidadãos comuns.

A PEC de merda é uma arma usada para o assassinato da política. Os assassinos da política precisam usá-la pois eles não tem legitimidade para fazer as políticas que o instrumento se propõe.