quarta-feira, 27 de julho de 2016


A carga tributaria no Brasil não é alta.


A carga tributaria no Brasil não é alta como afirmou o ministro do golpe da economia. Ele apenas falava para os empresários, que precisam acreditar nisto para esquecer seus gostos e preferencias pessoais na gestão de seus negócios. Não se importando, portanto com o tamanho de seu prejuízo na certeza que poderá sacar contra o estado.

Esta é a logica perversa: Cobrando mais do cidadão comum através de uma carga indireta e retribuindo a este péssimos serviços. Cobrando menos diretamente dos mais ricos e da classe média, mas oferecendo a estes serviços do primeiro mundo, como universidades públicas, serviços médicos nos melhores hospitais. Os Afrobrasileiros pagam proporcionalmente mais que os demais segmentos, recebendo os piores serviços.


Portanto, se invertemos esta lógica, caberá espaço para aumentar impostos dos ricos, diminuir a carga dos pobres e oferecer serve melhores serviços à população carente.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Educação para o Atraso



O debate sobre a importância da educação para os Afro-brasileiros  parte de uma premissa falsa: A escola publica, de ma qualidade, é responsável pela estreiteza das oportunidades dos Afro-brasileiro no mercado de trabalho. E de outro lado, a boa formação privada, onde os brancos são a maioria, seria a responsável pelo alargamento das oportunidades dos brancos. Ora, mesmo que todas as escolas publicas fossem  de péssima qualidade, o que não é verdade, é sabido que as escolas privadas de boa qualidade são exceção. Logo os efeitos da educação sobre as desigualdades entre segmentos sociais devem ser bastante relativizados.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Radicalizar na resistência para aprofundar as reformas.


O Movimento Negro Unificado da Bahia coloca-se contra mais esta tentativa de violência institucional. As tímidas reformas que podem abalar a “democracia racial” são os principais alvos deste golpe transvestido do esdruxulo instrumento do “impeachment”. A incipiente tentativa de democratizar a sociedade, através de algumas ainda tímidas políticas reparatórias enseja um golpe preventivo. Por isso, é fundamental que o Povo Negro esteja mobilizado.

Não basta apenas resistir. É fundamental sair da defensiva, construindo um conjunto de ações que paralise os golpistas ao mesmo tempo que crie condições de agrupar os setores que mais prejuízos terão com a investida reacionária. As elites culturais estão na ofensiva. Precisamos sair “das cordas”.

As manifestações, concentrações e acampamento são importante, mas isto não sensibiliza os deputados, apenas interessados em manter seus privilégios e os de seus representados. Por isso, as manifestações são insuficientes. Deve ser construída uma articulação entre os diversos segmentos da sociedade civil e suas organizações. Mercado de trabalho e circulação de riqueza devem ser o alvo de uma ação conjunta. Assim, greves e ocupação de rodovias podem sensibilizar os patrões dos golpistas.


Movimento Negro Unificado - Ba

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Exclusão do outro como processo estruturaste das relações políticas.

Exclusão do outro como processo estruturante das relações políticas, sociais e econômicas na sociedade brasileira está na base de nossa atual crise política.


Existe um consenso entre as lideranças negras que a discriminação contra os afro-brasileiros estrutura nossa sociedade. Neste momento de crise política e econômica, é importante o posicionamento destas lideranças com base nesta  consenso. Por isso, elas devem ficar atenta a votos como o do Deputado Bebeto Galvão.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Descriminação e Corrupção, fantasmas xifópagos que assombram o imaginário nacional

A corrupção no Brasil não é somente uma questão moral. Ela é acima de tudo uma questão econômica determinante em nosso capitalismo periférico. Portanto, ela escapa às medidas legais e as ações jurídicas/policiais que conturbam todos os cenários da vida brasileira. Não se pode analisá-la sem que ela seja associada ao principal fator estruturante da sociedade brasileira, qual seja a discriminação, sobretudo a dos Afro-brasileiros.

É o que vamos demonstrar, utilizando um simplificado esquema marxista.

Esquema original: D = M = C + V

D = Dinheiro

M = Mercadoria

C = Capital constante (máquinas e equipamentos)

V = Capital Variável (mão de obra)

O empresário capitalista combina o capital constante(C) com o capital variável (V) pra produzir bens o serviços (M). A mercadoria é vendida por M1. Após a efetivação da venda desta mercadoria, o empresário capitalista aufere um lucro.


M1 > M =  C + V

V = Sl + P

Logo :  M1= C + Sl + P

Sl = Salário

P = “Mais-valia” ou lucro capitalista

P, mais-valia ou lucro capitalista = o trabalho não pago pelos capitalista

A mais-valia ou lucro capitalista esta diretamente relacionada aos atributos produtivos da mão de obra contratada em nossa estrutura de mercado onde a “Instituição Cultura” tem peso determinante, conforme figura abaixo.



Entretanto, a escolha da força de trabalho é condicionada pela lógica da discriminação, sobre tudo dos afro-brasileiros. Na impossibilidade aumentar a mais-valia o empresário capitalista recorrer aos processos de corrupção para garantir a reprodução do capital.


Ac = C + S1 + P + Cr

Cr, corrupção = apropriação de recursos coletivos, geralmente através do estado.

Portanto, somente com um combate duro e direto a discriminação dos afro-brasileiros é possível reduzir a corrupção a uma questão moral. E, assim, combatê-la como em todos os países civilizados.